18 maio 2007

Negociação em questão

A GE está chegando num estagio finais da negociação com a Saudi Basic Indrutria, da Arábia Saudita, e a BAsell, da Holanda, que competem para comprar a divisão de plasticps do glomerado americano, avaliada em US$ 11 bilhões, disseram pessoas familiarizadas com a questão.
TRE regeita contas de Marta!
O tribunal Regional Eleitoral de São Paulo rejeitou as contas da campanha de Marata Suplicy (PT) á reeleição, em 2004.
a omisão de doações e recibos eleitorais movimentou a decisão.
A ex-prefeita podera recorrer ao TSE.


Navalha na corrupção

O principal destaque do noticiário de hoje em todos os jornais e televisões é a Operação Navalha, desencadeada ontem em todo país pela Polícia Federal para desbaratar um esquema de desvio de recursos públicos por meio de fraude em licitações de obras de eletrificação rural, saneamento básico e manutenção de rodovias. Foram presas 46 pessoas em nove Estados. Segundo a PF, há ao menos 49 envolvidos, entre eles o governador do Maranhão, Jackson Lago (PDT), e seu antecessor, José Reinaldo Tavares (PSB), além de um ex-deputado federal, um assessor do ministro Silas Rondeau, das Minas e Energia, um deputado distrital, prefeitos e outros funcionários públicos. A empresa baiana Gautama seria o centro do esquema e estaria se preparando para fraudar obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).Essa empresa, sediada em Salvador, operava uma organização criminosa infiltrada no Governo Federal, e em governos estaduais e municipais. Desde o início das investigações, em novembro de 2006, os policiais federais responsáveis pela investigação constataram a atividade de uma Organização Criminosa cujo objetivo principal era a obtenção de lucros através da execução de obras públicas, organizada e estruturada para a prática de variados delitos, como fraudes em licitações, corrupção passiva e ativa, tráfico de influência e lavagem de dinheiro, dentre outros crimes de igual gravidade. O esquema criminoso visava em primeiro lugar, garantir o direcionamento de verbas públicas, no âmbito federal e estadual, para obras de interesse da organização; em segundo lugar garantir a vitória em certames licitatórios de empresas por ela patrocinadas e, por fim, assegurar a liberação de pagamentos de obras superfaturadas, irregulares ou mesmo inexistentes.No nível federal a quadrilha desviou recursos do Ministério de Minas e Energia, da Integração Nacional, das Cidades, do Planejamento, e do DNIT; no nível estadual as fraudes ocorreram nos estados de Alagoas, Maranhão, Sergipe, Piauí e ainda no Distrito Federal; já no nível municipal estavam envolvidas autoridades das cidades de Camaçari-BA e Sinop-MT.Essa operação confirma que nunca se combateu tanto a corrupção nesse país, com firmeza e sem protecionismo, como no governo Lula.

17 maio 2007

A gestão dos portos deve ser privada
O novo ministro-secretário Nacional dos Portos, Pedro Brito,excelente gestor,comprovado administrador,diz que trocará as diretorias das companhias docas dos portos do Rio e de Santos, mas acredito que o problema é mais grave. É o próprio modelo de gestão dos portos que está em questão. Precisamos desburocratizar e profissionalizar os portos. A presença do Estado, a não ser em casos de segurança nacional, deve se dar pela fiscalização fazendária e sanitária, e pela segurança, um problema já por demais grave. Fora disso, os portos devem ter uma autoridade portuária governamental e o controle de uma agência reguladora. Ou seja, os portos precisam de mais Estado, mas não em sua gestão, que deve ser privada, e os investimentos também, já que são uma atividade altamente lucrativa. O Estado tem ganhos extraordinários pela cobrança de taxas e impostos e pelo combate ao contrabando e a sonegação e pode e deve ter uma forte presença. Mas, repito, será um erro não desburocratizar e agilizar os investimentos privados nos portos brasileiros, como está se fazendo nas ferrovias e rodovias. Desde que se proteja a concorrência e o consumidor. Ou seja, o cidadão que paga impostos e vota e escolhe o governo.

16 maio 2007

DÓLAR FECHA A R$ 1,96

Aconteceu o que todos sabiam que ia acontecer: o dólar caiu e passou a barreira mítica, ou psicológica, como dizem os jornais (não sei porque) dos 2 reais, fechando a R$ 1,983. Em 2000, era R$ 1,80, mas em 2002 era R$ 3,99. O real valorizou-se 100%, o que não é pouca coisa. É uma mudança e tanto em nossa economia, já que as importações, especialmente de máquinas e equipamentos, de bens de capital, ficaram baratas. Ou seja, os investimentos ficaram mais baratos. Mas as viagens internacionais e os produtos da China também. E as exportações mais caras e menos competitivas. Mas, anualizadas, já estão nos US$ 145 bilhões. Como vemos, a realidade é mais complexa que as teorias.Nos últimos meses surgiram teorias, como a da doença holandesa, que prevê a desindustrialização do Brasil, e uma realidade. Nossas indústrias de móveis, têxtil, de vestuário, de calçados, naval não aguentam a concorrência, principalmente chinesa, e a indústria automobilística perde competitividade para exportar. Daí a exigência desses setores - que alegam, inclusive, que estamos perdendo empregos - de apoio governamental, em créditos e tarifas. O que, aliás, já vem acontecendo.Mas a realidade é que o dólar vem se desvalorizando em todo mundo. O que, somado à liquidez internacional, à estabilidade e crescimento no Brasil e, particularmente, aos nossos juros altos -"são uma enormidade", como disse a diretora geral da Bear Stearns no Brasil, Eny Shayo - atraíram também para o nosso país uma enormidade de capitais. Na Bolsa Mercantil de Futuros, em dezembro, eram US$ 6,7 bilhões; em abril, US$ 13 bilhões; e nesse mês já são US$ 16 bilhões. Ou seja, com esse quadro não há Banco Central que possa segurar a valorização do real. Tanto que, apesar da compra de dólares ter passado de 8, para 10, e depois para 15 bilhões ao mês, o que vimos foi a continua valorização do real.Logo, não temos solução a curto prazo. O que devemos e podemos fazer, além de defender nossa indústria, é reduzir os juros mais rapidamente, desonerar de impostos os investimentos e o setor produtivo, até porque a arrecadação está crescendo e muito. Passar, por exemplo, a cobrar a contribuição previdenciária do faturamento e não da folha de pagamento, e principalmente reduzir o custo burocrático e da infra-estrutura do país para as empresas, melhorando nossa gestão pública e nossas estradas, ferrovias, hidrovias e portos. Com menos custos financeiros, tributários e de transportes nossa indústria não só sobreviverá, como se transformará em numa grande competidora internacional.Ou seja, temos que aumentar nossa produtividade, reduzir os juros até chegar a 3% reais e acelerar mesmo, como o Felipe Massa, a aprovação e execução do PAC e do PDE, fazer as reformas, e não ter medo de ser grande. Essa crise é de crescimento e assim deve ser encarada. Sem medo de ser Brasil.


15 maio 2007

A paz das baleias será votada entre os dias 28 e 31 de maio.
Nestas datas, a Comissão Baleeira Internacional (CIB) se reúne, no Alasca. Representantes de 72 países vão decidir se mantém a moratória da caça, em vigor desde 1986. Como sempre, um grupo liderado pelo Japão, com apoio da Islândia e Noruega, pretende retomar a caça às baleias no mundo. Mas para isso precisam de três quartos dos votos. Já outro grupo de países, liderados por Brasil, Argentina e África do Sul, tem o projeto de criar um santuário no Atlântico Sul, proibindo definitivamente a caça nesta região. Mas também não tem votos suficientes. Por enquanto, fica o impasse. Graças a um artigo especial na comissão, o Japão pode caçar 900 baleias da espécie minke por ano. Ele faz isso a título de “pesquisa científica”, embora os animais sirvam para abastecer o mercado japonês. No entanto, cresce a pressão internacional para que isso acabe. Além disso, a sociedade japonesa começa a discutir mais essa questão. Segundo José Truda Palazzo, vice-comissário do Brasil no CIB, os japoneses não estão tão preocupados com o valor econômico da caça. “A questão para eles é não sair por baixo em uma negociação internacional por direitos pesqueiros”, diz. “Eles alegam se abrir mão da baleia, vão restringir pesca de atum, lula e outros recursos”. Para Truda, uma possibilidade de solução seria a comissão aprovar a caça de baleias minke na área costeira do Japão. “Mas a gente só negocia se eles pararem com a caça na Antártida


Várias razões para não reduzir a idade penal

O assassinato brutal do menino João Hélio Fernandes Vieites, de 6 anos, reacendeu a discussão sobre a redução da idade penal no Brasil. É totalmente compreensível que os pais da criança defendam o rebaixamento da idade penal. Qualquer pessoa diretamente atingida por um crime tão bárbaro provavelmente também defenderia não só a diminuição da idade penal, como o fuzilamento em praça pública dos assassinos. Por razões emocionais devemos compreender esses posicionamentos. Porém, racionalmente, a questão não deve ser vista de forma tão simples. Devemos analisar a complexidade do problema e chegaremos a conclusão de que o enfrentamento da violência exige uma série de medidas. O simples endurecimento da lei é apenas uma forma de dar uma resposta ao clamor social, para o parlamento desgastado moralmente tentar recuperar sua imagem diante da opinião pública; gerar uma sensação ilusória de segurança na sociedade; aumentar a população prisional num sistema reconhecidamente falido que só torna as pessoas piores e gerar ainda mais criminalidade no país. Precisamos sim, urgentemente, que sejam tomadas medidas preventivas no âmbito social; da reformulação das polícias, do sistema penitenciário e de internação de adolescentes infratores e da reforma do Código Penal e do Código de Processo Penal. Não adianta termos leis que jamais são ou serão cumpridas como é a prática no Brasil. Menos de 3% dos crimes são esclarecidos e seus autores processados. A reincidência no sistema prisional brasileiro passa de 70% e o sistema de internação de jovens não fica muito longe. Infelizmente o Estatuto da Criança e do Adolescente só é lembrado quando um adolescente se envolve num crime grave de grande repercussão. A lei, que seria o melhor antídoto contra a violência, quase não é lembrada quando as crianças e adolescentes são vítimas de violações de seus direitos fundamentais, como quando faltam vagas nas creches, nas escolas ou quando não têm tratamento de saúde, principalmente de drogadição. Também quando são vítimas de violência e exploração sexual dentro de casa ou nas ruas ou quando crianças e adolescentes não têm oportunidades de profissionalização, educação e acesso à aprendizagem e ao mercado de trabalho. Nos últimos meses pesquisas divulgadas por algumas instituições reforçaram o entendimento de que as princípais vítimas da violência alarmante que toma conta do Brasil são crianças, adolescentes e jovens. Um recente trabalho coordenado pelo Núcleo de Estudos da Violência da USP (Universidade de São Paulo) analisou mortes de jovens entre 1980 e 2002, concluindo que os homicídios contra crianças e adolescentes representaram nesse período 16 % do total de casos ocorridos no País. 59, 8% dos crimes foram praticados com armas de fogo. O último estudo do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), divulgado no final do ano passado, afirmou que 16 crianças e adolescentes são assassinados por dia no Brasil. Entre 1990 e 2002, essas mortes aumentaram 80% no País. O resultado da pesquisa divulgada pela Organização dos Estados Ibero- Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI) mostra um aumento, já diagnosticado em levantamentos do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) e em estudos da Unesco (Fundo das Nações Unidas para a Educação, Ciência e a Cultura), das mortes violentas de jovens no Brasil. Não há Nação, entre 65 países comparados, onde os jovens morram mais vitimados por armas de fogo do que no Brasil. O País também é o terceiro, num ranking de 84, em que mais jovens entre 15 a 24 anos morrem por homicídios. O relatório do Mapa da Violência 2006, demonstra que 15.528 brasileiros, entre 15 a 24 anos perderam a vida em 2004, em acidentes, homicídios ou suicídios causados por armas de fogo. Em mortes violentas, principalmente de jovens, o Brasil lídera a frente inclusive dos países que estão em estado permanente de guerras ou conflitos armados. Os Estados brasileiros que apresentam as maiores taxas de homicídios entre os jovens são Rio de Janeiro (102,8 mortes por 100 mil jovens), Pernambuco (101,5) e Espírito Santo (95,4). São Paulo ficou em 9º lugar (56,4), mas acima da taxa média nacional que é de 51,7 homicídios por 100 mil habitantes jovens. Entre 1994 e 2004, as mortes de jovens entre 15 e 24 anos aumentaram 48,4%, enquanto o crescimento populacional foi de 16,5%. Também quando o assunto é desemprego e ausência de perspectivas profissionais os jovens são os mais atingidos. No Brasil, o índice de desocupação juvenil chega a 45,5%, de acordo com dados do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese). Apesar dessa alta vitimização dos jovens, a cada crime grave envolvendo adolescentes com repercussão na mídia e na sociedade, como os repugnantes assassinatos do menino João Hélio e da ex- cunhada do empresário Jorge Gerdau, Ana Cristina Giannini Johannpeter, ocorridos recentemente no Rio de Janeiro e as mortes do prefeito de Santo André, Celso Daniel e do casal de jovens Felipe Caffé e Liana Friedenbach, em São Paulo, ressurge a polêmica envolvendo o tema da redução da idade penal. No âmbito jurídico, podemos afirmar que a redução da idade penal não é possível de ocorrer no nosso ordenamento atual. O Brasil ratificou a Convenção da ONU (Organização das Nações Unidas) de 1989, que define como crianças e adolescentes todas as pessoas com menos de 18 anos de idade, que devem receber tratamento especial e totalmente diferenciado dos adultos, principalmente nos casos de envolvimento criminal. Por esse entendimento não podem jamais ser submetidos ao mesmo tratamento penal dos adultos em Varas Criminais e Tribunais do Júri, nem mesmo poderiam ficar custodiados em cadeias e presídios, apesar que com relação a essa última questão nem sempre a legislação é respeitada. Conforme levantamento realizado esse ano pela Secretaria Especial de Direitos Humanos, 680 adolescentes estão sendo mantidos irregularmente em carceragens nos vários estados da Federação. Os adolescentes devem receber o tratamento especializado previsto na Lei 8.069 de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente) que prevê medidas sócio-educativas no artigo 112. Para tanto existem as Varas Especializadas da Infância e Juventude, unidades de internação e de semi-liberdade e também programas de Liberdade Assistida e de Prestação de Serviços à Comunidade. Esses dois últimos deveriam ser municipalizados. Outras medidas sócio-educativas previstas são a advertência e a reparação de danos. Portanto, devemos ter bem claro que o adolescente que pratica um ato infracional é inimputável, mas não fica impune. Ele é responsabilizado conforme a legislação especial, que leva em conta a sua condição peculiar de desenvolvimento e a necessidade de reeducação e ressocialização. A redução da idade penal não é possível por se tratar de questão imutável, de “cláusula pétrea” na Constituição Federal de 1988. O artigo 5º de nossa Carta Magna elenca os direitos e garantias fundamentais, mas, ao final, define que o ról não é taxativo e sim exemplificativo, não excluindo outros direitos e garantias decorrentes do regime e dos princípios adotados pela própria Constituição Federal ou advindos dos tratados internacionais ratificados pelo Estado Brasileiro. Portanto, as disposições da Convenção da ONU citada acima e o artigo 228 da CF, que trata da inimputabilidade dos menores de 18 anos, se somam ao ról dos direitos e garantias fundamentais do artigo 5º. E o artigo 60, parágrafo 4º, inciso 4º da Carta Magna, é bem claro ao dispor que não pode haver Emenda Constitucional para abolir direitos e garantias fundamentais. Esse é o entendimento majoritário entre juristas e entidades como a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), predominante na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados e entre os próprios Ministros do Supremo Tribunal Federal que já se manifestaram publicamente sobre o tema. Outros 5 pontos que também precisam ser levados em consideração: 1) Os jovens com idades entre 18 e 28 anos representam praticamente 70% da população prisional brasileira, demonstrando que o Código Penal e suas punições não inibem os jovens adultos da pratica de crimes. Portanto, também não serviria para intimidar os adolescentes entre 16 e 18 anos. É um antigo princípio do Direito Penal “o que inibe o criminoso não é o tamanho da pena, mas sim a certeza de punição” (Marquês de Beccaria). Essa certeza de punição é que não existe no País, mas isso não se deve ao Estatuto da Criança e do Adolescente e sim ao funcionamento do sistema de Justiça como um todo, desde a atividade policial até os processos que tramitam lentamente no Judiciário. Na prática, menos de 3% dos crimes são esclarecidos no Brasil; 2) Um levantamento da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, divulgado no final de 2003 pelo jornal “Folha de São Paulo” mostrou que os adolescentes são responsáveis por apenas 1% dos homicídios praticados no estado e por menos de 4% do total de crimes, desfazendo o mito de que são os princípais responsáveis pela criminalidade. Na verdade são as princípais vítimas da violência e da exclusão social no País; 3) Estudos já feitos pelo Ilanud (Instituto Latino Americano das Nações Unidas para prevenção do delito e tratamento do delinqüente) mostraram que os crimes graves atribuídos à adolescentes no Brasil não ultrapassam 10% do total de infrações. A grande maioria (mais de 70%) dos atos infracionais, são contra o patrimônio, demonstrando que os casos de adolescentes infratores considerados de alta periculosidade e autores de homicídios são minoritários e o ECA já prevê tratamento específico para eles. Outro argumento dos que defendem o rebaixamento da idade penal é que adultos utilizam as crianças e adolescentes para a execução de crimes. Nesses casos temos que punir mais gravemente quem os utiliza e não quem é utilizado- explorado. Para tanto, já está em tramitação um projeto de lei nesse sentido no Congresso Nacional. Se também levarmos em consideração esse argumento, a idade penal seria reduzida para 16. O problema não se resolveria e a criminalidade só aumentaria! Certamente, proporiam a redução para 14, 12, 10, 8 e assim por diante, sem qualquer êxito. Pelo contrário, teríamos criminosos cada vez mais precoces;4) Os últimos censos penitenciários realizados em vários estados brasileiros têm demonstrado que, em média, a reincidência criminal no sistema prisional é de 70%, já no sistema de internação da Febem (Fundação Estadual do Bem Estar do Menor) de São Paulo, por exemplo, apesar da crise permanente dessa instituição que há muitos anos é um mau exemplo para o País, a reincidência infracional é de 30%, segundo as fontes oficiais. Nos estados e em projetos sócio-educativos que cumprem a lei, os índices são ainda menores, menos de 5%. Isso demonstra que os adolescentes, por esforço próprio e apoio de entidades, estão mais propícios à ressocialização, principalmente se receberem o tratamento adequado. Já o sistema prisional, muito pelo contrário, tem perpetuado as pessoas no mundo do crime. Infelizmente a maioria dos estados mantêm suas unidades de internação de adolescentes como mini-presídios. Um diagnóstico nacional por amostragem, organizado pela Comissão da Criança e do Adolescente do Conselho Federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) com o Conselho Federal de Psicologia (CFP), através de vistorias em unidades de internação, concluiu que a maioria dos estados brasileiros estão adotando políticas de mero encarceramento promíscuo, sem atividades educativas, profissionalizantes, culturais, esportivas e sem atendimento médico, acompanhamento jurídico e com estruturas inadequadas para a aplicação de medidas sócio-educativas. Mas o que vai resolver isso não é mudar a lei e enviar os adolescentes para os presídios que estão muito piores: superlotados, cruéis, com poucas possibilidades de ressocialização e dominados por facções criminosas. O que precisamos é forçar os estados a cumprir a lei sob pena de responsabilidade dos gestores públicos. Eles é que deveriam ir parar atrás das grades!; 5) Alguns países que reduziram a idade penal há quatro anos atrás, como a Espanha e Alemanha, verificaram um aumento da criminalidade entre os adolescentes e acabaram voltando a estabelecer a idade penal em 18 anos e, ainda, um tratamento especial, com medidas sócio-educativas, para os jovens de 18 a 21 anos. Atualmente, 70% dos países do Mundo estabelecem a idade penal de 18 anos. Muito se comenta sobre o que ocorre nos Estados Unidos. Porém, visitando unidades de internação em alguns estados americanos pude verificar que eles também aplicam medidas sócio-educativas para adolescentes que cometem atos infracionais e os estabelecimentos que visitei, aparentemente, realizavam um atendimento adequado, com atividades educativas, profissionalizantes, esportivas, culturais e atendimento psicológico, médico, jurídico, entre outros. Só em casos excepcionais é que os adolescentes são encaminhados para o sistema penitenciário e mesmo nesses casos, geralmente, só convivem com outros jovens da mesma faixa etária, não sendo misturados com a população prisional convencional. Todos os especialistas que conversei afirmaram que os jovens submetidos ao atendimento sócio-educativo acabam sendo muito mais ressocializados do que os que são submetidos ao sistema prisional naquele País. Nesse sentido, o que precisamos no Brasil é do devido cumprimento do Estatuto da Criança e do Adolescente, da implementação do SINASE (Sistema Nacional de Atendimento Sócio Educativo), recentemente aprovado pelo Conanda (Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente) e o aprofundamento da discussão sobre o Estatuto da Juventude e da Lei de Execuções das Medidas Sócio Educativas no Congresso Nacional, visando garantir oportunidades, perspectivas e um futuro digno para as nossas crianças, adolescentes e jovens, bem distante dos cárceres, que, sem dúvida, são a forma mais cara de tornar as pessoas muito piores. A redução da idade penal seria como condená-los de uma vez por todas à participação permanente na criminalidade, impossibilitando qualquer tentativa de recuperação e reinserção na sociedade.




Um grupo de brasileiros conseguiu reunir os ex-presidentes Bill Clinton e George Bush (pai) em torno da causa ecológica. Os dois vão participar do Fórum de Desenvolvimento Sustentável 2007. O evento, que acontece dia 30 de abril, no hotel Hilton em Nova York, é organizado pela Associação das Nações Unidas Brasil (Anubra). A ONG, fundada pelo empresário Mario Garnero, trabalha em parcerias com a ONU. O fórum terá painés para debater a exploração racional da Floresta Amazônica; as vantagens do etanol e do biodiesel; e o futuro do meio ambiente. Clinton vai falar da hora do almoço, sobre sobre o papel dos governos para diminuir os impactos causados pelo crescimento econômico ao meio-ambiente. George Bush dará uma palestra para encerrar o evento. Quem vai abrir o fórum é o ex-presidente brasileiro e senador José Sarney.Uma comitiva com pelo menos dez governadores brasileiros vão participar do fórum. Já confirmaram presença Aécio Neves (MG), Sergio Cabral (RJ), Blairo Maggi (MT), Luiz Henrique da Silveira (SC), Marcelo Déda Chagas (SE), Roberto Requião (PR), Wellington Dias (PI), Eduardo Braga (AM), Eduardo Campos (PE) e André Puccinelli (MS). Eles também estarão em Nova York para participar, dia 27 de abril, da conferência "Brasil: 27 países, uma Nação". O encontro também é promovido por Garnero. Na conferência, os governadores devem palestrar para empresários e banqueiros de Nova York, apresentado os principais atrativos para investimentos em seus Estados.Tomara que o encontro abra os olhos desses governadores para o efeito estufa. Porque até agora o Brasil não tem nenhum plano de contingência para as mudanças climáticas.
As turbinas ao lado parecem moinhos de captação de energia eólica.
Parecem, mas em vez do vento, elas precisam das marés para produzir energia. O maior teste com elas está sendo realizado no canal East River, em Nova York, nos Estados Unidos. Na primeira fase da experiência, foram instaladas seis turbinas de 35 quilowatts com aproximadamente cinco metros de diâmetro. Elas estão a apenas dois metros de profundidade na água e deverão gerar energia que abastecer um supermercado e um estacionamento. Quando os testes terminarem, na metade de 2008, a empresa de energia renovável Verdant Power, do estado da Virginia, espera aumentar a capacidade total para 10 megawatts, o suficiente para abastecer 4 mil casas. O uso dessas turbinas não atrapalha os peixes da região, já que a velocidade dos moinhos é inferior a 10 km/h. Será que isso funcionaria no Brasil?Leia mais na revista Popular Mechanics


VC ESTÀ FAZENDO SUA PARTE PRESIDENTE?

O presidente Lula anunciou ontem que o governo pretende retomar a construção da usina nuclear Angra 3. E que também quer construir outras cinco usinas nucleares. O Brasil precisa de energia. Mas a opção pela via nuclear é questionável em um país como o nosso. Poucas outras nações têm tantas outras opções energéticas mais limpas, seguras e econômicas. Um dos grandes pontos não esclarecidos sobre a energia nuclear é o seu custo. Levantamentos preliminares indicam que a energia nuclear parece ser a mais cara de todas. E isso é especialmente complicado no modelo nacional, onde parte considerável do investimento é público. Seria importante apresentar à sociedade uma comparação correta do custo de produção da energia nuclear, comparando com outras opções, como usinas hidrelétricas. Essa conta deve incluir o gasto com a construção de abrigos para guardar os rejeitos de alta radioatividade. Afinal, somos nós, contribuintes, que vamos pagar a conta.


GARRAFA D'Àgua

O crescimento da indústria de água mineral preocupa alguns pesquisadores. O consumo de água mineral engarrafada mais do que dobrou entre 1997 e 2005. Aparentemente, beber água engarrafada é sinal de bom gosto e cuidado com a saúde. Mas tem um impacto ambiental pouco mencionado, segundo um relatório recente do Instituto Worldwatch, dos EUA. Milhões de toneladas de plásticos são usados para fazer as garrafas de água. A maioria não é reciclada após o uso. Todo ano, cerca de 2 milhões de toneladas de garrafas PET enchem os depósitos de lixo dos EUA. Só 23% disso é reciclado. Boa parte das garrafas, inclusive em países como o Brasil, vão parar em depósitos irregulares ou mesmo nos rios, prejudicando as próprias fontes de água do país.Os consumidores podem tomar o cuidado de tentar separar as garrafas usadas. Mas poucas cidades no Brasil têm sistemas de coleta seletiva de lixo. Além disso, estima-se que, para produzir cada recipiente de plástico PET, a indústria gasta três vezes mais água do que o conteúdo da garrafa. A opção de menor impacto ambiental ainda é beber água da rede de abastecimento. Hoje, no Brasil, ela precisa ser filtrada ou limpa de alguma forma. A principal culpa disso não é nem tanto o sistema de abastecimento, que geralmente fornece água dentro dos padrões internacionais, mas as caixas d´água ou cisternas dos prédios e casas, que acumulam sujeira. Mas quem no Brasil tem coragem de beber água da rede de abastecimento direto da torneira como em qualquer país do Primeiro Mundo?
As mudanças climáticas serão tema do Natal este ano.
É o que avisa a empresa Cipolatti & Cipolatti, que cuida da produção e montagem da decoração natalina de 70% dos shoppings do Brasil. Embora o grande tema do comércio ainda seja o Dia das Mães, os responsáveis pelos shoppings já estão encomendando a decoração de Natal. Este ano, em seu show-room, a Cipolatti expõe 10 projetos de decoração com alertas para o aquecimento global. Os pingüins seguram plaquinhas avisando que saus casas estão derretendo. Outros animais silvestres pedem para não serem capturados. Os ursos polares vêm com mensagens explicando como a espécie pode ser salva. Tem até uma ávore de Natal falante, que diz algo como "Cuide do planeta Terra" ou "Vamos acabar com o desmatamento das florestas". Tudo contra o aquecimento global.Só falta Papai Noel de sunga.PS. A Época e o Conselho Britânico vão levar um estudante brasileiro de 16 a 18 para o congresso Greening Cities, sobre meio ambiente urbano, no Museu de História Natural, em Londres. Veja como participar no especial


Um grupo de cientistas do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe) pode destruir o mito brasileiro da energia limpa. O Brasil que tem 87% de sua energia elétrica gerada em hidrelétricas, sempre teve orgulho de suas usinas que não emitem gás carbônico ou resíduos poluentes. Uma pesquisa coordenada por Ivan Lima, do Inpe, revela que hidrelétricas, como Itaipu (na foto) não são tão limpas como se imaginava.Segundo o estudo, todas as hidrelétricas do mundo seriam responsáveis por 4% das emissões de gases que causam as mudanças climáticas. A culpa seria do gás metano, liberado pelas represas. Menos abundante que o gás carbônico na atmosfera o metano tem 72 vezes mais poder de aquecimento do planeta em um período de 20 anos. O metano é produzido pelo apodrecimento de matéria orgânica no fundo dos lagos das hidrelétricas. Para os pesquisadores, a quantidade de metano seria ainda maior em represas localizadas em países de clima quente, como o Brasil. Nesses casos, há estimativas que a contribuição da hidrelétrica para o aquecimento global seria maior do que uma usina termelétrica a óleo que gerasse a mesma quantidade de energia. Brasil, o metano das hidrelétricas pode representar 20% das contribuições nacionais para o fenômeno do aquecimento global. Lagos formados para alimentar usinas hidrelétricas sempre foram consideradas fontes de emissão de metano. A grande inovação do estudo foi contabilizar também o gás emitido quando a água passa pelas turbinas e no rio à jusante da barragem. Esse fator aumentou muito a parcela de contribuição das hidrelétricas ao fenômeno do aquecimento global. Novos estudos devem indicar no futuro quais são as hidrelétricas brasileiras com maior potencial de emissão. Para os defensores das usinas hidrelétricas os cientistas afirmam que ainda há esperança. Soluções de engenharia podem reduzir as emissões de metano das turbinas e até recuperar o gás para a geração de energia.

14 maio 2007



Lula tem a aprovação de 60% dos brasileirosA Carta Capital dessa semana publica uma matéria – “Lula com viés de baixa”, analisando os resultados de uma pesquisa realizada para a revista e a TV Bandeirantes pela Vox Populi sobre a avaliação do presidente Lula e de seu governo, com 2.007 entrevistados em 121 cidades. Segundo a pesquisa, realizada entre 28 e 30 de abril, a aprovação ao governo caiu 3 pontos do levantamento realizado entre o primeiro e o segundo turno da eleição presidencial e o de agora, passando de 63% para 60% de aprovação. Já a desaprovação cresceu um ponto entre as duas pesquisas, passando de 33% em outubro para 34% em abril.A avaliação do presidente também caiu um pouco. Se em outubro, 55% tinha uma avaliação positiva, hoje os que avaliam positivamente o presidente e seu governo são 44%. No entanto, a avaliação negativa cresceu pouco, passando de 15% para 17%. O maior crescimento se deu na avaliação regular, que passou de 29% para 38%.Se é verdade que os índices positivos decresceram de uma pesquisa para outra, também é verdade que, mesmo assim, eles continuam elevados, mostrando que o presidente Lula e seu governo são bem avaliados e têm a aprovação de 60% do povo brasileiro.