30 maio 2007

Investir mais em energia parte 2
hidroelétricas, biomassa e gásSó a política pode resolver: a Argentina cortou, ontem, o fornecimento de gás ao Chile. Deve retomar hoje ou amanha. A causa foi o maior frio das últimas três décadas, com temperaturas de -1, em Buenos Aires, e de -20 no interior do país. Mas a verdadeira causa é que falta gás na América do Sul. Não podemos perder mais tempo. Precisamos urgentemente resolver os problemas políticos e investir cada vez mais em energia, particularmente em hidroelétricas, biomassas e gás. Cabe ao Brasil assumir a liderança desse processo, não só pela presença da Petrobras, pela moderna indústria de gás e petróleo que tem, mas, principalmente, pela capacidade de alavancar investimentos. Não podemos ficar apenas fixados na Bolívia, de onde importamos quase 30 milhões de metros cúbicos de gás por dia. O Chile importa cerca de 22 milhões da Argentina. Precisamos urgentemente avançar nas negociações do Banco do Sul, das CCR, do gasoduto sul americano e buscar parcerias para aumentar a produção no chamado Cone Sul, não esquecendo que, além da Venezuela, que detém reservas extraordinárias, temos o Peru e, principalmente, nossas próprias reservas em Campos e no Espírito Santo, além de Santos, onde já começamos a produzir.