30 julho 2007

Queda nas tarifas e no preço dos aparelhos impulsiona mercado de celular na Índia
Receita com serviços irá saltar de 8,95 bilhões de dólares para 25,6 bilhões até 20100, de acordo com o Gartner Group.

Por COMPUTERWORLD
30 de julho de 2007 - 09h30
A Índia vai se tornar o país de crescimento mais rápido de sua região em telefonia móvel, atrás apenas da China, diante de uma tendência que reúne queda nas tarifas e oferta de aparelhos mais baratos, segundo um estudo divulgado pelo Gartner Group.
A tarifa média pelas chamadas naquele país caiu para 2,6 centavos de dólar por minuto, mas ainda é considerado alto quando comparado à tarifa de telefonia fixa: 0,9 centavos de dólar, o que leva o Gartner a prever novas reduções nos próximos anos. Já a oferta de aparelhos tem se beneficiado da estratégia dos fabricantes de lançar modelos abaixo de 25 dólares.
Por isso, a pesquisa estima que a receita com serviços móveis na Índia, que em 2006 foi de 8,95 bilhões de dólares, chegue a 25,61 bilhões de dólares em 2011, com um crescimento anual médio de 18,4%. O tráfego de dados representará 22% desse valor em 2011, contra os 9,6% registrados em 2006.
Dessa forma, o número de celulares em cada 100 habitantes, que em 2006 foi de 12,7, deverá alcançar 38,6 em 2011, projeta o Gartner. Hoje o índice de penetração nas áreas rurais, por exemplo, é de 2%. Naquele ano, o instituto acredita que 58% da população rural e 95% da população urbana estarão cobertas por conexões móveis.
Assim como no Brasil, a maior parte de usuários de celular na Índia utiliza o modelo pré-pago (84%), número que deve chegar a 93% em 2011, segundo a pesquisa.
Com o acirramento da competição, o Gartner acredita que só a licitação de terceira geração vai ajudar as operadoras indianas a lidar com a equação entre baixas tarifas de voz e preço de aparelhos subsidiados e, assim, trazer crescimento sustentado a essa indústria. No Brasil,
tal leilão deve acontecer até o final deste ano.

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