17 julho 2007

-->Continuam as boas notícias na economia -->

No front econômico, só noticias boas. A inflação continua sob controle, os juros caindo, a massa salarial e o emprego crescendo, e o crédito se expandindo. Daí a Confederação Nacional da Indústria ter reavaliado o PIB de 2007 de 4,2% para 4,5%. Na construção civil estamos assistindo o começo de um boom. Só o financiamento da casa própria da Caixa Econômica Federal cresceu 67% no primeiro semestre desse ano, comparado com 2006. No varejo temos o quinto mês seguido de expansão, puxado pelas vendas de alimentos, móveis, eletrodomésticos, tecidos, roupas e calçados. O comércio varejista cresceu 7,3% nos últimos 12 meses. Até o setor de máquinas cresceu 7,5% até maio, apesar da importação de máquinas da Ásia e do déficit comercial de US$ 1,6 bilhões no setor.

Um comentário:

Wa Mor disse...

Ele ficou triste, coitado! E nós?





Por: Gilberto Gardesani



Ele foi vaiado seis vezes no Maracanã e a Globo omitiu. Por que será?

Deu um verdadeiro vexame e ficou com o microfone na mão enquanto o mexicano fazia a abertura oficial dos jogos panamericanos, que era a missão dele.

Ele não está acostumado com esse tipo de recepção, mas é facilmente explicável. Nas suas andanças pelo Brasil, quando faz aqueles discursos pregando a necessidade de providências para resolver os problemas – como se ele não tivesse nada com isso – o show é preparado antecipadamente pela assessoria. Os políticos locais só levam os que apóiam o governo para ficar diante dos palanques, claro! São eles que fazem parte daqueles 75% da população que não têm capacidade para ler e interpretar um simples texto, isto é, os que elegeram e reelegeram o homem. Chovem aplausos. É o maior, é o maior!

No Maracanã, ele e sua tropa não tiveram nenhuma influência na qualidade do público presente. Quem tinha condições de gastar R$ 50, 100 ou mais não é qualquer um. Tem, certamente, uma condição de vida mais elevada e, conseqüentemente, uma cultura que permite um entendimento maior do que está ocorrendo. E deu naquilo.

E os escândalos vão rolando: a caixa preta da Petrobrás começou a vazar e vai explodir, espalhando um mau cheiro que nunca ninguém sentiu. As obras da vila panamericana também já começam a mostrar sua verdadeira cara e põe cara nisso. De cerca de R$ 400 milhões, orçada inicialmente, custou quase R$ 4 bilhões. É só acabar os jogos que as falcatruas vão aparecer. Segundo denúncias que navega pela internet, os Sr. Nuzman deitou e rolou em cima da grana. Se for verdade, a parentada mordeu pra valer.

Mas vamos voltar às falas do homem pelo Brasil. Recentemente, no nordeste, ele disse que a região precisa parar de exportar pobres, serventes e pedreiros. A região precisa formar doutores, engenheiros. Nunca antes nesse país isso foi dito. Pois é, ele falou para ele mesmo e o povo, diante de sua eloqüente e carismática figura, aplaudiu freneticamente aquela declaração de imunidade. Sim, porque ele não tem nada com isso. A culpa foi dos governantes do passado.

Aqueles coitados não têm condições de analisar que ele está no seu quinto ano de mandato e nada fez para, pelo menos, amenizar aquela penúria secular. Mas, para atender Ciro Gomes, reabriu a Sudene, um dos maiores focos de corrupção do país.

O fato é que ele é oriundo de lá. Um pau-de-arara - sem ofensas, é apenas uma realidade - descendente de uma sub-raça, segundo avaliação dele mesmo no debate com Collor, lembram? Passou fome, por isso a sua visão não vai além do próximo prato de comida. Para chegar a São Paulo, viajou dias e dias de caminhão, sentado em um banco de madeira. Por que ele iria se preocupar em asfaltar estradas? E ainda é obrigado a agüentar vaias em cerimônia transmitida para dezenas de outros países. É vexatório demais. Por isso, considero que a sua tristeza tem fundamento. Sugiro que os brasileiros, que gostam dele, dêem uma demonstração de amor e mande um lenço cada um para ele enxugar as lágrimas. É o mínimo.

Em tempo: Vocês viram algum atleta do Pan com patrocínio do Bradesco, Itaú, HSBC, de alguma montadora de veículo, da Johnson, Nestlé, Shell, Esso, Vale, Coca-Cola, enfim, de alguma outra grande empresa privada do país? Claro que não, eles são patrocinados pelo BNDES, Infraero, Banco do Brasil, Petrobrás, Caixa, Correios, enfim, somente com o nosso dinheiro.

Em tempo 2: O país ficou chocado com mais esse desastre de avião onde pereceram cerca de duzentas pessoas que se juntam às mais de 150 do outro. Mas, ninguém fica chocado com as milhares de pessoas que morrem nas estradas, todos os anos. Somente motoristas de caminhões morrem cerca de quatro mil, a maioria devido às pistas mal conservadas.

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