05 julho 2007
03 julho 2007
29 junho 2007
28 junho 2007
Os bastidores da política começaram a ferver nas últimas semanas porque os principais candidatos a candidatos à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva já se posicionam na largada da corrida presidencial — as eleições municipais. E nesse contexto a escolha do prefeito de São Paulo, o terceiro maior orçamento do país — com mais poder do que os governos de Minas Gerais e Rio de Janeiro —, torna-se uma “jóia da coroa” ainda mais valiosa.
No fundo, a eleição para a prefeitura de São Paulo vai definir em boa dose o futuro candidato tucano à sucessão presidencial — e, quiçá, da oposição. Na prática, vai decidir se em 2010 haverá ou não um paulista disputando a presidência da República. Segundo o analista da equipe da Tendências Consultoria, Rogério Schmitt, se o governador paulista José Serra (PSDB) não fizer o próximo prefeito da capital – seu candidato, pelo menos até o momento, é o atual prefeito Gilberto Kassab (DEM, ex-PFL) –, perderá um sustentáculo importante de sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto.
“Ao contrário, se eleger seu candidato, ganhará um reforço para esse projeto”, acrescenta. Aliás, projeto esse iniciado que teve na eleição de Serra para prefeito da capital um lance relevante. Schmitt acrescenta que, embora José Serra não assumisse na época, estava claro que ao se candidatar à prefeitura paulistana construía um trampolim para chegar à corrida presidencial de 2010, ou, no mínimo, viabilizar seu plano B, que foi o governo do estado de São Paulo.
E,de fato, foi o que aconteceu. Nem bem esquentou a cadeira de prefeito, o tucano deixou o cargo para seu vice, Gilberto Kassab, alçado para o cargo em decorrência da aliança tradicional do PSDB com o PFL, hoje Democrata. Nesse jogo, o próximo lance relevante é o desempenho das urnas na capital paulista, que em muito contribuirá para impulsionar ou enterrar a antiga pretensão de Serra de ocupar o cargo mais importante da República.
Indiretamente, esse resultado vai influenciar a situação da pré-candidatura do governador mineiro Aécio Neves, que disputa com Serra a candidatura pelo PSDB, mas desde já articula outros caminhos para chegar lá, como uma aproximação com o PMDB.
O terreno em São Paulo também é minado pelos demais partidos. A ex-prefeita e ministra do Turismo, Marta Suplicy, pode se candidatar outra vez para o cargo pelo PT e chegar ao segundo turno com o apoio de um terço do eleitorado paulistano. “O drama do PT será optar por um nome conhecido como o de Marta, porém com alto índice de rejeição, ou por um desconhecido mas com chances de crescer”, pondera Schmitt, referindo-se aos nomes alternativos dos deputados federais José Eduardo Cardozo e Arlindo Chinaglia, que partiriam com não mais de 10% dos votos.
Schmitt não acredita que o PP de Paulo Maluf terá alguma força para influenciar o resultado das eleições para a prefeitura paulistana. “O malufismo é uma força decadente.” A incógnita fica por conta do PSDB – se apoiará a reeleição de Kassab ou se lançará uma candidatura própria. “E a variávelchave das eleições municipais na capital de São Paulo é se o ex-governador Geraldo Alckmin será ou não candidato”, enfatiza o analista da Tendências.
“Alckmin é o grande favorito entre todos os pré-candidatos, nenhum nome do PSDB tem o recall que o ex-governador tem, e o cenário é um com ele e outro bem diferente sem ele no páreo”, completa. Embora derrotado nas eleições presidenciais de 2006, o tucano é bem avaliado pelo eleitorado paulista e da capital.
O que não se sabe ainda é a intenção do governador José Serra. “Originalmente, Kassab entrou na chapa de Serra porque o tucano tinha planos de apóia-lo para a prefeitura em 2008, com a concordância do PSDB. Isso é o que sabemos”, comenta Schmitt. “Mas isso ainda é o plano de Serra?”, questiona o analista, evidenciando o grau de mistério que ronda os planos do governador paulista para as eleições municipais. E, para complicar ainda mais, parece que Kassab está criando uma imagem própria, descasada do PSDB, com a boa aceitação de seu principal feito até agora, o Cidade Limpa. “Aparentemente o Democrata e Kassab estão seguindo um caminho independente do PSDB”, observa Schmitt.
E, da mesma forma que é fundamental para os demais partidos, agarrar a prefeitura de São Paulo também poderá determinar a sobrevivência do Democrata. É esperar para ver.
O posicionamento na largada torna- se mais importante diante das circunstâncias especiais em que se dará a corrida presidencial daqui a três anos, quando Luiz Inácio Lula da Silva não estará entre os candidatos — diferentemente do que ocorreu nos últimos vinte anos —, e cresce a possibilidade de a disputa se dar sem a participação de nenhum outro paulista.Apesar do empenho do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), em ocupar esse lugar de destaque na legenda, cresce o nome do outro presidenciável tucano, o governador mineiro Aécio Neves.
A conjuntura daqui por diante fica ainda mais rica com a discussão, no Congresso Nacional, do casamento de mandatos para todos os cargos no Executivo e Legislativo nas três esferas de governo.Se a proposta vingar, uma das conseqüências possíveis é a prorrogação dos atuais mandatos de prefeitos, vice e vereadores.
Os eleitores não sabem disso,mas quando votarem no ano que vem — o primeiro turno será em 5 de outubro — estarão reforçando ou detonando pré-candidaturas ao Palácio do Planalto e, a reboque, desenhando o mapa dos governos regionais. Ou seja,pavimentando trampolins para vôos mais altos.“Desde a redemocratização, as eleições de prefeitos funcionam para os partidos como um ensaio das eleições gerais,pois determina as apostas que os partidos farão no pleito eleitoral de governadores e presidente da República”, afirma o cientista político da equipe da Tendências Consultoria,Rogério Schmitt. Nesse sentido, é um divisor de águas, já que diante da força do voto os demais argumentos ficam menores.
Paulo Krammer,da Krammer e Ornelas Consultoria, ressalta que desde o primeiro governo Fernando Henrique Cardoso a preferência do eleitorado diante das opções ofertadas para as prefeituras funciona como uma previsão afinada dos votos para cargos mais relevantes dali a dois anos.“Essa característica está ficando ainda mais aguçada agora, quando o próprio presidente Lula contribui para esquentar a já precipitada sucessão presidencial.“Está mais do que clara a intenção de Lula de influir decisivamente para fazer o seu sucessor”, acrescenta Krammer, lembrando que, teoricamente, esse clima deveria surgir daqui a dois anos.
O desempenho dos partidos nas eleições para prefeito também decide a sorte da coalizão de governo.Por isso, é previsível que depois de outubro do próximo ano uma nova reforma ministerial aconteça. “É razoável pensar que a coalizão dos onze partidos que sustenta o governo vai diminuir de tamanho. As legendas menos alinhadas à situação começam a se mexer para lançar candidaturas próprias aos governos estaduais e à sucessão presidencial”, analista Schmitt.
Paulo Ziulkoski: muitas condições no calendário eleitoral
Nesse sentido,se o PMDB — o aliado essencial do segundo mandato do presidente Lula — se sair muito bem das urnas,poderá aumentar seu apetite para concorrer com candidato próprio à sucessão presidencial em 2010 e, com isso, retirar o apoio da legenda ao nome do PT, como quer hoje o Palácio do Planalto. E isso determinará a redução de seu espaço na Esplanada dos Ministérios. E se o desempenho dos peemedebistas não for condizente com sua participação nos cargos federais, correrão o risco de perder alguns dos ministérios ocupados desde a última reforma ministerial.
Por tudo isso,os políticos estão começando a “ir à feira” com mais freqüência, como dizem os nordestinos para designar esse momento em que, com uma certa antecedência, começam a pensar na eleição seguinte, tentando auscultar qual será a preferência do eleitorado nas urnas. Do ponto de vista partidário, as atenções maiores estão concentradas para o desempenho nas capitais e grandes municípios, que contam mais para fins de montagem da estratégia eleitoral de maior peso.No final de outubro de 2008,passos significativos estarão dados no que diz respeito às definições partidárias e de alianças para as précandidaturas ao Planalto, ao Congresso e aos governos regionais.
Outro teste importante será uma espécie de “prova dos noves” da atual liderança política inconteste de Lula. “É no município que as coisas de fato acontecem e o eleitorado manifesta sua real avaliação, até mesmo sobre as instâncias mais distantes do poder, como é o caso da administração federal”, sublinha o analista da Tendências. Para os observadores mais atentos da cena política, a contagem dos votos nas urnas de outubro do ano que vem apontarão com algum grau de exatidão se o presidente conseguirá ou não eleger seu sucessor, como tanto deseja. Ou se a oposição terá mais chances de emplacar o ocupante do cargo mais cobiçado do país.
Em breve, os eleitores perceberão as estratégias e movimentos deflagrados rumo ao Planalto ser moldados pela enxurrada de pesquisas de avaliação das administrações em curso, com o objetivo de medir o potencial dos précandidatos. De acordo com a Confederação Nacional dos Municípios (CNM), 75% dos prefeitos exercem o primeiro mandato e,portanto,em tese, podem se candidatar à reeleição.Como boa parte deles não quer continuar no cargo — entre os motivos, os acordos políticos anteriores —, será bem menor o porcentual que tentará mais quatro anos no cargo. Os 25% restantes cumprem o segundo mandato e, portanto, não podem ser reeleitos.
Para que o exército calculado em cerca de 1,5 milhão de candidatos a prefeito e vice-prefeito — uma média de treze em cada município — e às 52 mil vagas existentes nas Câmaras de vereadores saia às ruas em campanha a partir de meados do próximo ano,uma série de providências começa a ser tomada desde já. A primeira delas tem data marcada: até 4 de outubro; ou seja, daqui a cinco meses vence o prazo de filiação partidária para aqueles que querem se candidatar.Segundo a legislação eleitoral,para disputar um cargo eletivo o candidato precisa estar filiado a uma legenda pelo menos doze meses antes da eleição. A movimentação de candidatos, de um partido para outro, deve se intensificar daqui para a frente.

26 junho 2007


05 junho 2007
O caminho do PAC está correto, mas ainda faltam projetos
É a produtividade. Mesmo com a queda média da taxa de investimentos de 19,1% para 16,4%, entre 2000 e 2006, a economia brasileira cresceu 17% nos últimos cinco anos, graças ao aumento da produtividade. Os investimentos em máquinas e equipamentos cresceram no mesmo ritmo dos países desenvolvidos.O problema é que o mesmo não aconteceu na construção civil e na infra-estrutura, onde crescemos menos. Precisamos aumentar os investimentos em 1,8% do PIB na construção civil e 2,1% do PIB na infra-estrutura, o que demonstra que o PAC vai na direção correta, já que visa exatamente esses dois setores, infra estrutura e construção civil.Como vemos, o caminho a percorrer ainda é longo, mas a direção está certa. Pena que faltem projetos para o PAC cumprir suas metas. Segundo o Ministro do Planejamento, no primeiro ano de sua implantação o programa não alcançará suas metas por falta de projetos. Ou seja, existem os recursos, eles não podem ser contingenciados, mas faltam projetos que deverão ficar prontos, suponho, no ano que vem. E tudo indica que até 2010 todos estarão concluídos. Quer dizer, os investimentos de R$ 15,7 bilhões deste ano não serão integralmente realizados, ficando um saldo para 2008.
30 maio 2007
25 maio 2007
Caso seja confirmada a saída, Santana deixa o cargo três dias após a demissão de seu conterrâneo maranhense, Silas Rondeau que ocupava até a última terça-feira o Ministério das Minas e Energia.
Segundo informações do jornal, Santana teria participado do superfaturamento em R$ 2 milhões de uma obra do Programa Luz para Todos na qual o ex-ministro Rondeau teria recebido propina de R$ 100 mil. A obra seria operacionalizada pela Construtora Gautama, empresa que é pivô das investigações da Polícia Federal.
Ainda segundo o jornal, citando fontes da Polícia Federal, O ex-diretor do programa, que tem como objetivo expandir o sistema elétrico brasileiro a regiões que ainda não possuem eletricidade, teria se encontrado em Brasília com o dono da Gautama, Zuleido Veras, para obter repasses do recurso que teria como destinatário final a Cepisa, responsável pelo pagamento da construtora.





